Castro Daire

Visando o elevado interesse dos amantes do BTT na exploração do Caminho Português Interior de Santiago, o Município de Castro Daire fez um levantamento do Troço de Castro Daire (sentido Viseu – Lamego) em BTT, de forma a averiguar quais as maiores dificuldades e os maiores perigos que este Trilho oferece aos BTTistas.

De acordo com esta análise, passamos a apresentar uma caraterização/descrição do Caminho Português Interior de Santiago (Troço de Castro Daire) visando os interesses e preocupações dos amantes do BTT que queiram explorar este Trilho.

1) CABRUM – VILA MEÃ
– Descida ligeiramente perigosa até ao Ribeiro de Cabrum. O perigo advém das caraterísticas do piso (terra batida – areoso) e da vegetação que se encontra no trilho.
– Na travessia do ribeiro os BTTistas terão de transportar a bicicleta à mão dado o seu caudal, a única solução é atravessar o ribeiro utilizando umas pedras.
– Subida curta logo após o ribeiro, mas de grau de dificuldade elevado, devido à sua inclinação e às caraterísticas do piso (areoso e com muitas pedras soltas).
– Subida longa até à estrada de alcatrão (acesso a Aguadalte) com um grau de dificuldade médio. Piso em terra batida e com ótimas condições para a prática do BTT.
– Pequena descida em alcatrão, sem qualquer perigo.
– Subida com um grau de dificuldade elevadíssimo até aos aviários de Vila Meã, dada a sua intensidade, distância (longa) e caraterísticas do piso (irregular e areoso).
– Acesso e travessia de Vila Meã com piso em alcatrão e paralelo.

2) VILA MEÃ – MOLEDO
– Descida acentuada em terra batida com elevado perigo de queda dada a irregularidade do piso e o desnível acentuado.
– Neste troço a sinalização podia ser melhor, dada a velocidade que se pode atingir que dificulta a visualização das marcações.

3 )MOLEDO – PORTELA (MÕES)
– Subida longa e intensa até ao planalto (estrada de alcatrão), dificultada em larga escala pelo piso irregular (pedras soltas e fendas no solo) e pelo desnível da inclinação que faz com que em dadas zonas só seja possível fazer o troço com a bicicleta à mão.
– Chegando à estrada do alcatrão, o trilho é rápido ao longo do planalto (passagem pelo marco geodésico) com excelente piso.
– Descida até à Portela algo perigosa devido ao piso areoso.
– Cruzamento da Portela até Mões (campo de futebol) feito em alcatrão e paralelo, caraterizado por uma descida moderada até à Vila de Mões e uma subida com grau de dificuldade médio até ao alto de Mões (campo de futebol).

4) MÕES – RIBOLHOS
– Descida até Vila Boa com elevado risco de queda.
– Travessia de Vila Boa em paralelo.
– O troço de Vila Boa até Grijó (Túnel da A24) é caraterizado por uma descida inicial acentuada e com algum perigo de queda, seguida de uma subida com elevado grau de dificuldade dada a sua inclinação e distância, terminado com uma descida curta e perigosa até ao túnel da A24.
– Do túnel até Ribolhos o troço é feito em alcatrão e paralelo, destacando-se a subida até à aldeia de Ribolhos com um grau de dificuldade moderado.

5) RIBOLHOS – ROTUNDA A24
– A ligação de Ribolhos até Vila Franca é efetuada em alcatrão. Zona de baixo grau de dificuldade, destacando-se a descida até à aldeia de Vila Franca com desnível acentuado.
– Descida perigosa de Vila Franca até à praia fluvial de Folgosa, com piso em paralelo e terra batida (pedras soltas e fendas no solo).
– Travessia do Rio Paiva utilizando as poldras de Vila Franca (com a bicicleta às costas).
– Subida longa e de elevado grau de dificuldade dada a sua inclinação da Praia Fluvial de Folgosa seguida de uma pequena descida até à rotunda da A24. Troço em alcatrão.

6) ROTUNDA A24 – FAREJA (Capela)
– Descida perigosa até ao rio devido às irregularidades do piso e à quantidade de pedras soltas existentes no mesmo.
– A travessia do rio apenas é possível utilizando as poldras (levando a bicicleta às costas)
– Subida até Fareja (Capela) em alcatrão e paralelo com grau de dificuldade moderado.

7) FAREJA (CAPELA) – BALTAR (CRUZEIRO)
– Descida até ao ribeiro algo perigosa devido às caraterísticas do piso, que em alturas de chuva se revela bastante escorregadio aumentando o risco de queda.
– Passagem por zonas muito húmidas (devido aos regadios locais).
– Subida em “single track”, carreiro caraterizado por escadaria pedonal. Nesta zona a bicicleta tem que ser transportada à mão pelo BTTista.
– Subida em piso de alcatrão até ao cruzeiro de intensidade moderada.

8) BALTAR – PARQUE (VILA POUCA)
– Subida longa caraterizada por piso de alcatrão e paralelo com baixo grau de dificuldade.
– “Single track” de acesso a Vila Pouca só poderá ser executado levando a bicicleta à mão.

9 )ESTRADA NACIONAL (CINFÃES) – AVIÁRIO DO VILAR (BRUNO CARNEIRO)
– Descida curta mas com elevado risco de queda devido à irregularidade do piso (pedras soltas).
– Travessia bastante difícil e com perigo de queda na zona da “poça”.
– Subida até ao aviário de elevado grau de dificuldade provocada pela elevada quantidade de pedras soltas ao longo do percurso.

10) AVIÁRIO (VILAR) – MOURA MORTA
– Troço sem grandes desníveis, relativamente plano, exceção feita à subida (calçada à portuguesa) que se inicia a seguir à ponte da travessia do rio.
– Troço caraterizado por um grau de exigência elevadíssimo e com grande risco de queda dadas as particularidades do seu piso, caraterizado por um elevado número de pedras soltas de grande porte.

11) MOURA MORTA – MEZIO
– Troço bastante rápido, tratando-se de uma zona relativamente plana (planalto) e com bom piso (estradão em terra batida) facilitando a tarefa dos BTTistas.
– Passagem por duas zonas húmidas provocadas pelos regadios dos terrenos da aldeia.
– Junto ao moinho (ruínas) há uma subida curta mas com um grau de dificuldade elevadíssimo fazendo com que o transporte da bicicleta tenha que ser feito à mão.
– Até ao Mezio, o troço é caraterizado pela sua facilidade e velocidade de execução.
– A travessia da aldeia do Mezio é feita em alcatrão e paralelo e o grau de dificuldade é bastante reduzido.

12) MEZIO – BIGORNE
– Troço em terra batida de grau de dificuldade moderado, exceção feita ao “single track” junto aos lameiros da periferia de Bigorne, onde os BTTistas terão de enfrentar um trilho com vegetação alta e um elevado número de pedras soltas de grande porte.

DE REALÇAR QUE O TROÇO DE CASTRO DAIRE ESTÁ MUITO BEM SINALIZADO.